domingo, 30 de maio de 2010

Algo está fora do lugar.


Mais um dia se passa e os dias se repetem, o sol nasce em todas as
manhãs, os dias são repetitivos, mais tem dias que não são tão
repetitivos assim, não gosto de rotina e tento não me deixar levar
por ela, mais as vezes isso acontece e eu faço de tudo pra deixar
as coisas em total controle. Se eu der um passo em falso posso por tudo
a perder e quando eu realmente perceber o horizonte na minha frente
estará tremendo, por isso tenho que manter o foco.
Mais na vida manter o foco não é tão simples assim, as vezes não
percebemos que estamos metendo os pes pelas mãos, eu ouço um baque
seco, uma súbida excamação, não sinto mais o chão e de repente tudo
fica silencioso e eu estou só.
Bomba: Fui pega de surpresa!
Começo a ouvir nada, tudo é silêncio, o celular não toca mais com
tanta frequência, daí começo a me apegar a coisas mais banais, tipo,
NADA!
Estou enjoada, minhas pernas estão fracas, não estou conseguindo ficar
em pe, sinto tudo que está a minha volta girar e girar, então aquela
sensação de nostalgia me derruba de uma vez só.
Meu cérebro está mandando imagens aleatoriamente de momentos e
tentando dar algum sentido pra todo esse momento de confusão. Eu
simplesmente não sei o que fazer, nem o que dizer.
A razão está do meu lado, mais nada que acontece está ao meu favor,
é claro que ainda resta a minha exceção, que a cada dia que passa
se torna mais e mais importante na minha vida ♥.
Mais uma coisa é certa, o mundo é que vive se embriagando do tédio,
e a grande maioria das pessoas não fazem nada, não corre atrás,
não da uma guinada, um sobressalto, simplesmente fecham os olhos,
afinal, o sol nasce para todos, em todas as manhãs e isso faz com
todos se conformem, amanhã é outro dia.
Ninguém quer trocar os seus problemas pelo dos outros, ninguém quer
trocar os seus prazeres pelo dos outros, ninguém quer quebrar esse
círculo viciante de não fazer nada e apenas se conformar com aquilo,
com o pouco, ninguém quer sentir o impacto, aquele impacto forte o
suficiente que faz com que seu cérebro balance dentro da sua cabeça.
As vezes penso que nada restou pra guardar...
As coisas estão acontecendo de uma forma tão clichê que eu tenho medo
do amanhã, mais amanhã será um outro amanhã e o que me resta é apenas
esperar, pois não tenho mais forças, nem saco pra buscar, pra insistir, estou saturada.
Mais de uma coisa eu sei, todos os dias o sol nasce e trás com ele a luz,
e será em uma dessas manhas que eu irei encontrar o melhor da vida.
Mais agora eu vou dormir e esperar o amanhã na esperança de acordar
e encontrar uma solução, um conforto, um sentido real pra viver.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Buraco Negro - O Fim.


Ah, saudade!
Saudade do dia que se inicia e se recebe um beijo de bom dia.
Saudade de sair por aí dando bom dia a todo mundo.
Saudade de dar um forte abraço e recebé-lo de volta.
Saudade de dar um lindo sorriso e receber um muito mais lindo de volta.
Saudade de mandar uma mensagem pelo celular e receber uma fazendo com que meu dia si tornasse ótimo e convidativo.
Saudade de...
As vezes sinto que essas saudades não me encantam mais, toda
essa saudade se tornou apenas um nó na garganta, um buraco no peito, uma
saudade que me espanta.
Na verdade eu me importava sim, com todas aquelas saudades e com todos os
motivos que me faziam sentir saudade.
Ah vontade!
Uma vontade de fazer tudo de novo.
Uma vontade de começar do início.
Uma vontade de repetir a dose.
Uma vontade que vem e vai.
Uma vontade que se tornou uma verdadeira soda cáustica me fazendo dissolver,
me corroendo por dentro, deixando apenas uma aparência de bem estar para as pessoas,
sem que elas sobem que por dentro eu estava cada vez mais no fundo daquele maldito
buraco negro, a solidão.
Ah tristeza!
Uma tristeza que me faz querer sumir.
Uma tristeza que me deixar vulnerável.
Uma tristeza que me sufoca.
Uma tristeza que me faz rir e não me deixa chorar, nenhuma lágrima eu consegui
derramar, mais a vontade das lágrimas veio, mais só ficou na vontade mesmo e isso
se misturou com a certeza cheia de dúvidas, um torpor que não me deixava pensar
com clareza.
Ainda não me lembro bem, só sei que eu já estava admirando o crepúsculo, foi então
que agi por impulso, levantei com apenas um pensamento carregado de apenas uma
certeza... Uma pessoa.
Comecei a andar rápido, eu queria chegar logo lá, porque se eu não chegasse rápido
tudo ia se perder pra sempre e tudo que eu construir iria sumir naquele buraco negro.
Com apenas dois passos meu celular tocou, não ia atender, mais na hora que fui
cancelar a ligação eu vi quem tava me ligando e aquele sorriso mais bobo do mundo,
ou seja, aquele sorriso apaixonado surgiu nos meus lábios.
E pra mim mais nada importava, foi naquele momento que eu mesma suguei todo aquele
buraco e fiz com que ele sumisse, pois nada mais me importava, era o fim que terminava
e o início que se iniciava.


Buraco Negro - O Início


Eu andei pela praia, pisando descalça na areia gelada, pensando!
Ao final de uma longa caminha, da qual eu nem senti, só percebi
mesmo porque o sol já tava brilhando no céu e as pessoas começavam a
chegar, eu não me lembrava o que tanto havia pensado.
Sentei na areia e fiquei apenas contemplando a beleza infinita do
mar e ouvindo o som da água salgada lambendo a areia.
Senti o peso do cansaço de toda uma vida nas minhas costas, eu não
queria sair dali por nada, queria ficar pra sempre ali, queria
fazer parte daquele lugar.
Eu não sei nem como cheguei ali, nem sei o que pensei, só sei que
levantei cedo com o coração apertado, angustiado e então resolvi
sair as presas, sem olhar pra trás.
Quanto mais eu andava rápido, mais parecia demorar a chegar.
Mais chegar aonde? Eu sabia.
Eu queria mesmo continuar andando, sem olhar pra trás, isso fazia
com que eu não me preocupasse com o fim, com a chegada e com um
novo início.
O sol nem tinha saído ainda quando eu me sentei e a dúvida pairou no ar.
Não sei quanto tempo eu fiquei ali, mais quando percebi o som do
mundo chegou aos meus ouvidos, o barulho dos carros, das pessoas, dos
pássaros, dos vendedores ambulantes, das crianças, tudo preencheu o
silêncio em que eu estava.
E toda aquela abstração se foi, olhei a toda volta, o céu estava limpo e
claro, o sol brilhava todo majestoso no céu, as pessoas passeavam felizes,
uns com amigos, outros com seus filhos, outros com suas namoradas,
outros com seus bichinhos de estimação...
Enfim, o que eu tava fazendo ali, sentada, sozinha?
Foi nesse momento que me bateu um desespero, o medo que eu sempre temi,
a solidão!
A solidão que me refiro é aquela velha sensação de estar completamente só,
por mais que eu esteja numa roda de amigos, de conhecidos...
Durante esses últimos dias eu sentia esse vazio em mim, dentro do meu peito, doía,
mais não era uma dor física, era uma dor muito pior.
Meus amigos me ligavam, iam à minha casa, eu saia com eles, bebia horrores,
fumava horrores... Troquei ideias com eles sobre diversos assuntos, ouvi
músicas, fiquei de virote, eu estava bem lá com todas aquelas companhias,
mais ainda assim existia um buraco dentro de mim, me puxando pra dentro dele,
eu estava afundando cada vez mais e mais, e quando eu voltava em casa não
existia mais nada, apenas um buraco negro cheio de lembranças, saudades e dor, eu
estava vazia, dopada...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Uma luta diária.


Nas manhãs de frio ameno, saio de casa pra minha batalha diária, digo uma coisa, cada dia da minha vida é uma luta em busca da sobrevivência. Em minha mente criativa, as palavras surgiam como um turbilhão de água, que vão para os meus dedos e dos meus dedos vai para esse teclado de computador e logo depois postado no blog, é assim que eu faço pra desabafar e amenizar um pouco toda essa descarga elétrica de pensamentos. É um jeito que eu tenho de expressar as coisas, coisas que se fossem faladas seriam tratadas como mentiras, bobagens, insanidades... Eu já vivi muito ao redor de todo mundo, fui e de certa forma ainda sou popular. Hoje, vivo distante e confortável em meu mundinho pequeno, observo de longe o que acontece com as pessoas e vou aprendendo com isso. Eu tecnicamente não vivia na realidade, mas havia uma exceção, uma coisa boa que acontecia quase todos os dias e que me fazia bem. Mais essa exceção se foi... E agora tudo ficou singular, eu sou apenas de mim mesma, não sou de ninguém e ninguém é de mim. Eu estava por esperar, era só uma questão de tempo pra chegar a hora do basta, foi assim que aconteceu, desistiu, não resistiu, sentiu medo, não tentou... Só digo uma coisa, tudo vale a pena, temos que arriscar tentar, buscar, avançar sempre... O destino quis me derrubar, tentaram me derrubar assim como fizeram com as World Trade Center, mais eu consegui ficar intacta, cambaleei um pouco pro lado e pro outro, mas consegui ficar em pe apesar de todas as investidas contra mim. Cada dia que passa me sinto mais fortalecida, me sinto intacta e isso me assusta, de verdade, as vezes tenho medo de me tornar muito mais fria e calculista, cada dia que passa me sinto mais invulnerável e isso só me faz me sentir só. Eu lutei muito, hoje caminho por um vasto cemitério e posso ouvir os outros falando de mim, eu apenas observo de longe, finjo que não estão ali, eles querem me levar junto com eles pra dentro de suas covas, mais eu me recuo e por ora eu me recuso a me recuar. Hoje eu agradeço muito a eles que fizeram com que eu fosse assim, aprendi mais rápido com os erros deles e com os meus erros. Obrigada por me tornar uma lutadora, pois a cada dia é uma luta e um sacrifício acordar e esperar que anoiteça novamente pra eu poder dormir. Agora eu estou no auge da desilusão, me tornei uma pessoa desacreditada e decepcionada e todos os dias eu luto para esquecer a dor crônica e secreta que me segue, todos os dias eu percorro a estrada sozinha, mais eu não vou deixar de fazer as minhas coisas, nunca.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Tudo insano.


Um copo de café ao acordar, duas torrada com geleia e
aquele gosto esquisito na boca e a sensação de não estar
realmente acordada.
Quando o meu dia começa assim ele permanecerá. Pelo menos
é essa a impressão que tenho.
A impressão que o dia não acaba nunca, que o ano passa num dia
só, um dia muito distante de mim e com aquela sensação de
não estar acordada.
De repente percebo tudo amortecido e nem percebo que começou
tudo de novo e não tem previsão para terminar. O tempo passa
de uma forma pelicular, vejo o sol nascer, e vejo o sol nascer
e nascer de novo.
Acordo, acendo um cigarro e fico observando a fumaça, enquanto
isso as luzes das casas e prédios se acendem, ouço buzinas
distantes de algum outro lugar onde há pessoas acordadas e isso
parece uma eternidade, a impressão que tenho é que o dia não
acaba nunca.
Eu não precebo quando começou ou quando começa e nem tenho
previsão de quando termina. E aquela sensação constante de
déjà vu. De repente tudo estar amortecido e eu ouço buzinas
distantes, o barulho da geladeira, olho pro calendário e
pergunto a mim mesma se já não tinha olhado antes, porque eu
tinha certeza que não era sábado, faço notas mentais para me
lembrar que hoje é sábado, até parece que eu fumei um chá.
Se o dia começar assim, ele provavelmente nunca terminará.
E todo aquele barulho de buzinas, geladeira e todos os outros
zumbidos se misturam com o gosto ruim da boca que se mistura
com o café que se mistura com o cigarro que se mistura com
o calendário, domingo.
Pelo menos era essa a impressão que eu tinha. Tento me lembrar
das noites mentais, porque tinha certeza que era domingo, não
é exatamente uma confusão, não é exatamente precisão e eu não
estava exatamente acordada.
Pelo menos essa era a impressão que eu tinha, ou ainda é a
impressão que eu tenho.
Uma caneca de café, os cigarros acabaram, eu faço notas mentais,
preciso comprar uma carteira de cigarro, limpar meu quarto,
segunda-feira.
Acordo a noite, a televisão está ligada, mais eu não
me lembro de estar assistindo televisão, a janela está aberta e
a luz da lua amortecida por outras luzes de postes e de prédios
de algum lugar onde há buzinas e luzes apagadas.
A sensação que tenho no estômago é que estou descendo de uma montanha
russa a cada minuto, está tudo desconfigurado e toda aquela ressaca
física e moral... Está tudo tão insano.

sábado, 17 de abril de 2010

Tudo tem seu momento


Quando as palavras me faltam, a melhor coisa
a fazer é eu calar a boca.
Quanto mais eu tenho a dizer,
menos palavras me ocorrem. Quanto menos
eu falo, mais eu penso.
Quanto mais eu penso, mais coisas tenho a dizer.
Isso é um verdadeiro paradoxo para me deixar mais
confusa e contra mim mesma.
Esse jogo é o que costuma acontecer comigo diariamente,
um auto-flagelo, uma força que me faz querer fazer e se
eu não fizer estou fudida, mais se eu também não fizer
estou fudida do mesmo jeito, enfim me fodo de qualquer
forma, mais também não é o fim do mundo, só não estou
livre dessa sabotagem.
Tenho medo de falar a coisa errada, ou de não falar nada.
Tenho medo de compromisso, mais também tenho medo da
solidão.
Tenho medo de ferir alguém, ou medo de me ferir.
Tenho medo de conseguir algo e no final descobrir
que não era aquilo que eu pensava.
Tenho medo de descartar e arriscar outra jogada.
Eu posso fazer uma jogada, mais não quero pagar pra
ver. Fico no blefe, tento enganar a mim mesma, e no
final nem jogo existia, era tudo ilusão da minha cabeça.
NO certo momento da minha vida eu percebo que aprendi
com meus erros, mais será mesmo? E porque eu acabo
errando de novo?
Será que adianta eu me iludir e continuar blefando,
na ilusão de que um dia vou sair invicta?
O medo de tentar, de pensar errado me fez parar e
pensar.
O medo de falar a coisa errada me tornou muda, o medo
de ver algo que não quero, me deixou cega, o medo de
fazer a coisa errada me deixou estática.
Em pensar que quando eu acho que estou fazendo a coisa
certa, na verdade estou fazendo errado.
O medo de fazer algo se tornou uma parte de mim, uma
verdade que evito, e não quero assumir.
Um dia eu vou viajar pelo mundo e conhecer todas as
belezas que ele tem a me oferecer, um dia vou sair de
carro estrada afora, com o som bem alto, um dia eu vou
voar, um dia eu vou pilotar um avião, um dia vou aprender
a tocar gaita, um dia vou ser quem eu realmente sou,
sem ter medo, sem me machucar, sem que ninguém me evite.
Mais um dia eu vou morrer, e esse é o único dia que vai
chegar com absoluta certeza, eu vivo, porém sei que tem
esse pequeno erro inevitável, mais de certa forma admissível.
Uma atmosfera de vontade proibida, aquelas palavras não ditas
que me devoram aos poucos. As horas, os dias passam e eu
continuo com a mesma sensação de que tenho algo pra fazer,
mais não sei o que é, nem consigo me lembrar exatamente e
aquilo perpétua nos meus pensamentos.
Vivo o meu presente, porém penso no futuro, mais não faço
nada e consequentemente não acontecerá nada no depois.
Na falta de algo bom, eu fico com a ausência do pior, ou do
melhor, é assim que funciona quando penso nas consequencias,
é sempre bom lembrar que tudo que eu faço, é tudo que eu fiz,
tudo que eu digo, é tudo que eu já disse. Mais como eu já
disse, quando as palavras me faltam é melhor eu calar a boca,
e fazer alguma coisa antes que o jogo termine, mesmo eu
tendo a certeza de que posso me tornar mais vulnerável ainda.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O amor é como fumaça!


Depois de tantos dias ensolarados, o frio chegou.
Eu não aguentava mais aquele sol lindo brilhando no
céu e me queimando ao passar.
Não que eu não goste dele, mais prefiro o inverno,
frio e calmo.
E foi num desses amanhecer frio que eu me envolvi
com algumas das minhas reminiscências e mergulhei
nelas de uma forma muito surreal.
Todas as lembranças que surgiram naquele momento
foram de algumas pessoas que passaram pela minha
vida, e que hoje não tem mais nenhuma importância
pra mim, e na época eu julgava amá-las, assim como
elas.
Mais quando eu estava envolvida em todas essas
lembranças foi como se elas nunca tivessem
acontecido, parecia tão distânte, um sonho que
nunca sonhei.
Pensei comigo: Como isso pode ser possível, você
viver algo e depois de um tempo não ter mais
nenhum significado pra você?
Por isso que as vezes me pergunto: Será que existe
realmente 'Amor incondicional?'
Hoje em dia dizer 'eu te amo' se tornou tão
obsoleto e muitos dizem isso de uma forma tão
banal.
Eu tentei forçar meus pensamentos pra que eu me
lembrasse de tudo, ou quase tudo que vive com essas
pessoas, e eu me lembrei e continuei
a achar surreal. Ri de mim mesma, sozinha ali no
meu quarto escuro, pois me recordei de algo
que escrevi há alguns meses atrás e que na verdade
parecia ter anos e anos, levantei e
procurei, encontrei-o e li. Fiquei mais bestificada ainda
com aqueles sentimentos que eu vivi, ou achava que
tinha vivido.

-Corro pros teus braços, em busca de beijos cálidos,
o desejo tomando conta do meu corpo. Sinto o meu amor em
goso, sinto a tua pele quente envolto na minha.
Suspiro de prazer ao ouvir tua respiração falha
e clara no meu ouvido...-

Só conseguir ler até aí, parei, respirei fundo,
acendi um cigarro, traguei e soltei a fumaça.
E ao olhar pra fumaça eu cheguei a uma conclusão
tão engraçada, mais que de certa forma faz
sentido: O amor é como fumaça: Fica ali apagado no nosso
coração por um tempo e depois alguém ou algo acendi as
chamas do amor, então vivemos aquilo como se fosse
a coisa mais importante e única nas nossas vidas,
somos tragados por aquele sentimento e depois ele se vai
e tudo aquilo que vivemos some como fumaça. E as
vezes nos lembramos, mais com um tempo essas lembranças
desaparecem pra sempre, ou se torna apenas um sonho
que não sonhamos.